Por Rosiene Carvalho, da Redação

 

O senador Omar Aziz (PSD) negou que tenha feito qualquer acordo com o governador Amazonino Mendes (PDT) na eleição suplementar em 2017 para que este não fosse candidato à reeleição em 2018.

“Não, nunca houve [acordo para Amazonino não ser candidato em 2018]. Até porque ninguém assume esse tipo de compromisso e ninguém também tem coragem de pedir para que alguém assuma esse tipo de compromisso. Nunca houve esse tipo de acordo. O Amazonino nunca teve acordo nenhum comigo”, disse.

Omar afirmou que o apoio ao governador Amazonino nas eleições suplementares em 2017 ocorreu porque, na ocasião, o entendimento era que o pedetista era a melhor opção para o estado.

“Naquele momento, a pessoa mais experiente para deixar o patamar administrativo tranquilo era o Amazonino”, disse.

Omar liberou Amazonino de dívida de gratidão por ter lançado e atuado como principal cabo eleitoral dele em 2017.

“A gente fez uma aliança com Amazonino. Não me deve nada.  Não devo nada a ele. Então, não tem afastamento. Ele tem a forma de pensar e governar e eu respeito. Quem tem que avaliar isso não sou eu, é o povo”, disse.

Nas eleições suplementares, um dos motes da campanha eleitoral do grupo então formado por Omar em apoio a Amazonino era que o então ex-governador seria o melhor para “arrumar a casa”. A promessa chegou a ser ironizada pelo então adversário e agora aliado do governador, o senador Eduardo Braga (MDB).

O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), pouco tempo após o resultado das urnas passou a cobrar de Amazonino que cumprisse as promessas de campanha. Na fatura, repasses de recursos públicos a Manaus e “arrumação da casa” sem interesse eleitoral.

Em fevereiro quando esteve em Manaus, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, foi o primeiro a dizer que não havia acordo nenhum de não concorrer à reeleição.

 

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Foto: BNC Amazonas