Em comunicado do diretor-presidente Tarcísio Rosa aos funcionários da empresa Amazonas Energia, do grupo Eletrobrás, os que integram os quadros de temporários desde 1993, aqueles contratados sem concurso público, são informados que serão demitidos.

Particularmente, cada demitido está recebendo uma carta-notificação informando que seus serviços estão dispensados, alguns a partir do dia 28 deste mês.

Na carta, um agradecimento e justificativa do “gerente do departamento de pessoas” de que está tomando a medida por determinação superior.

O martelo da demissão dos temporários foi batido em outubro de 2017, quando um cronograma de dispensa para cumprimento em até 90 dias foi montado.

A maioria dos 227 atingidos é do interior do estado, sendo 19 da capital. Não há informação à imprensa do total de demitidos.

Rosa alegou no comunicado que a diretoria, respaldada por resolução do conselho de administração da empresa, está demitindo por determinação do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em seus relatórios anuais, a Eletrobrás informa que “devido a sua natureza jurídica de sociedade de economia mista, realiza concurso público para contratação de seus empregados”, conforme obriga a Constituição brasileira.

As empresas de distribuição do grupo estão em processo de privatização e a Amazonas Energia é uma das que devem ir a leilão nos próximos meses.

 

A carta da demissão

 

O comunicado da diretoria

 

A decisão do conselho

Fotos: Divulgação/leitor