O senador Omar Aziz (PSD) disse que neste sábado, dia 9, acordou mais leve e com a tranquilidade que enfrentou durante os 15 meses que duraram as investigações da operação Lava Jato ao seu nome da época em que foi governador do Amazonas.

Ele havia sido citado por um dos vários delatores de construtoras envolvidas em esquemas de corrupção e propina em todo o país, que resultaram na prisão de muitos políticos e deixaram outros com a ficha suja para concorrer a cargos eletivos.

Nesse mais de um ano de investigação e diligências da Polícia Federal e Ministério Público (MPF), não foi achado nem indício de que Omar, enquanto governador do Amazonas (2011-2014), tenha se beneficiado de propina na obra da ponte Rio Negro.

Além de Omar, delator envolveu o nome do senador Eduardo Braga (MDB), governador no mandato anterior (2007-2010).

No despacho de arquivamento do inquérito, que teve pelo menos duas prorrogações do período de investigação, o ministro Alexandre de Moraes, relator escalado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para cuidar do caso, destaca que nenhuma das informações dadas pelo delator contra Omar e Braga foram comprovadas.

Para Omar, que cobrava que essa investigação fosse feita com profundidade e rapidez, foi um peso que saiu das suas costas. E não ter nenhuma acusação pendente contra seu nome era condição para ser candidato a governador nas eleições deste ano.

“Mesmo consciente da minha inocência, é duro ser acusado injustamente. Hoje se confirma aquilo que vinha afirmando, que não envergonharia o Amazonas, o povo do Amazonas, meus amigos e minha família”.

Livre de qualquer acusação perante a Justiça, Omar disse que agora é que vai intensificar os atos da sua pré-candidatura, articulando as alianças para formação do grupo político que vai apoiá-lo.

 

Assista ao vídeo da declaração de Omar nesta manhã de sábado:

 

 

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Foto: BNC Amazonas