Por Rosiene Carvalho, da Redação

 

O governador Amazonino Mendes (PDT) declarou, durante coletiva em que fez balanço de nove meses de governo, que é um honra conversar com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), e tratar sobre ação conjunta.

“Conversar com o  prefeito de Manaus é uma honra, um prazer, uma satisfação, uma alegria administrativa. Não há porque emprestar conotações pejorativas ou de caráter secundário. Seja quem for o prefeito de Manaus, foi o povo que escolheu. Ele merece meu respeito. Converso com todos, com prefeitos que foram contra mim e me insultaram na campanha”, declarou.

O governador se referia à conversa que teve com Arthur na casa do ex-presidente do TJ-AM, Flávio Padcarelli, conforme noticiou a Rádio Tiradentes com exclusividade na manhã desta sexta-feira, durante participação do jornalista Neuton Corrêa.

Amazonino negou que haja qualquer outra conotação no encontro dos dois a não ser o interesse institucional de atuar em conjunto para ajudar Manaus.

“Tem um governador no Estado do Amazonas que inventou a ação conjunta. É histórico. Esse governador está de novo no governo. Não importa quem esteja nas prefeituras? Ação conjunta. Quem está se beneficiando com isso? O povo”, declarou.

Arthur que há meses o critica com duras palavras saiu da reunião animado e dando declarações positivas sobre Amazonino.

O governador não falou em valores que devem ser aplicados na cidade e repassados à prefeitura. No vídeo de apresentação do balanço havia indicação de mais de R$ 100 milhões destinados a asfalto em Manaus.

A confirmação da conversa de Arthur e Amazonino ocorreu no mesmo dia em que o senador Omar Aziz (PSD) lançou sua pré-candidatura ao Governo e fez longos afagos ao prefeito.

 

Nove meses

O governador apresentou balanço de nove meses de sua gestão destacando que a promessa de arrumação da casa passou pela organização de um estado falido até a implementação de ação conjunta com todas as prefeituras do Amazonas.

Amazonino disse que não persegue ninguém politicamente e que, por isso, as ações do Estado estão sendo feitas em todos os municípios, inclusive com os que o atacaram na eleição passada.

“Não vou deixar. Não tenho deixado a política atrapalhar meu governo. Há sacrifício inclusive como o de ter minoria na ALE-AM. Esse é um dado invisível, mas é um dado importante”, disse.

Amazonino afirmou que recebeu a máquina estadual em “verdadeira bagunça” do ponto de vista administrativo. “Consertar um estado desconsertado leva anos. É incrível que este estado possa fazer 11% de investimentos este ano”, afirmou.

O governador jogou no colo do presidente da ALE-AM, David Almeida (PSB), cinco meses de atraso de pagamento de dívidas na área da saúde. Disse ainda que o poder legislativo tem no comando um pré-candidato ao Governo e que a postura do mesmo tem causado prejuízos ao Estado.

 

Emendas impositivas

Ao ser questionado sobre as emendas impositivas, Amazonino disse que seria bom perguntar ao presidente da ALE-AM, David Almeida, por que ele não aplicou as impositivas quando foi governador interino.

O governador disse que não estão previstas no orçamento as despesas indicadas por deputados e que David faz do assunto politicagem.

 

Foto: Secom/Clovis Miranda