A semana dos professores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) está sendo de intensa mobilização na capital e nos municípios pela recuperação de perdas salariais que já representam 49% na remuneração, entre outras, em dissídios e escalonamentos.

O Sindicato dos Docentes da UEA (Sind-UEA) acusa dificuldade de dialogar com o governo desde a gestão de José Melo (Pros), que começou em 2014, passou pelo interino David Almeida (PSD) e também está parada com o governador Amazonino Mendes (PDT).

Enquanto faz os debates internos, os professores aguardam uma resposta ao pedido de audiência com Amazonino feito no último dia 5, o terceiro só neste governo, que começou em 4 de outubro de 2017.

Dependendo do que resultar dessa mobilização e da falta de avanço das negociações com o governo, a categoria ameaça até paralisar as atividades acadêmicas.

A presidente do Sind-UEA, Gimima Silva, disse que chegou a ser recebida pelo primeiro chefe da Casa Civil de Amazonino, o deputado Sidney Leite (Pros), que teria garantido que a categoria seria recebida pelo governador em janeiro passado. “Nós estamos aguardando, mas não temos resposta. A situação está ficando insustentável”, disse a sindicalista.

Os professores também esperam manifestação da 1ª Vara de Fazenda Pública Estadual e de Crimes contra a Ordem Tributária na ação ordinária apresentada pelo sindicato para exigir pagamento do escalonamento previsto em lei para os meses de janeiro de 2017 e 2018.

Além disso, o corpo docente da UEA reivindica o pagamento dos dissídios de 2015, 2016, 2017 e 2018; o pagamento retroativo de promoções horizontais e verticais; o pagamento da gratificação de produtividade acadêmica; além das disciplinas ministradas nos cursos de oferta especial (cerca de 80 professores).

Gimima teme que o calendário eleitoral impeça o governador de honrar os compromissos atrasados com a categoria.

As assembléias dos professores nesta semana estão acontecendo nas unidades de Itacoatiara, Parintins, Tabatinga e Tefé. Em Manaus é no próximo dia 27.ea

 

Foto: Divulgação/Sind-UEA