Da Redação

O senador e pré-candidato à reeleição Eduardo Braga (MDB) informou, por meio de nota enviada por sua assessoria de comunicação às redações dos veículos de mídia que todos os recursos usados na campanha de 2014 foram “devidamente registrados na Justiça Eleitoral”. A nota diz que o senador “prestará todas as informações necessárias para que a verdade seja restabelecida”.

O relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin autorizou a abertura inquérito contra senadores do MDB, incluindo o nome de Eduardo Braga.

Braga e os demais senadores foram citados em duas delações premiadas. A do ex-presidente  da Transpetro, Sérgio Machado, e do ex-diretor de relações institucionais da JBC, Ricardo Saud. A suspeita é que Braga tenha recebido R$ 6 milhões em propina para apoiar a reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014.

Nesta eleição, Braga concorria pelo MDB ao cargo de governador do Amazonas, mas foi derrotado nas urnas pelo ex-governador José Melo, posteriormente cassado por uma denúncia de corrupção eleitoral apresentada pelo senador. Braga concorreu na eleição suplementar de 2017 e foi mais uma vez derrotado nas urnas pelo atual governador Amazonino Mendes (PDT).

Delação

De acordo com a denúncia, o dinheiro foi repassado para as campanhas eleitorais do MDB em 2014, a pedido do PT. Foi uma forma de garantir a aliança entre os partidos.

Braga vai ser investigado no inquérito que Fachin mandou a Polícia Federal realizar, em prazo de 60 dias, com coleta de provas.

Segundo a procuradora-geral, Raquel Dodge, as suspeitas constam nas delações premiadas do ex-senador Sérgio Machado, que presidiu a Transpetro, e do ex-executivo da J&F Ricardo Saud.

 

 

STF manda Polícia Federal investigar Eduardo Braga na Lava Jato