A Polícia Federal prendeu um contador e cumpriu outros 15 mandados de busca e apreensão no Amazonas durante a Operação Elemento 79, deflagrada na manhã desta terça-feira, dia 27.

O objetivo foi desarticular uma organização criminosa suspeita de operar um sofisticado esquema de comercialização e produção de ouro na Zona Franca de Manaus (ZFM).

O grupo utilizava prata banhada a ouro para simular a produção no Estado e assim obter isenção de impostos. Depois, revendia o produto a preço de mercado para compradores nacionais e internacionais. O prejuízo estimado com a fraude é de R$ 30 milhões.

O esquema foi descoberto a partir de uma fiscalização da Receita Federal numa remessa de ouro pelos Correios vinda de uma empresa de Minas Gerais para Manaus.

“Para nossa surpresa, após a perícia criminal a gente percebeu que não se tratava de ouro, mas de uma prata banhada de ouro para dissimular a movimentação de ouro entre esses dois estados”, explicou o delegado Flávio Márcio.

A operação acontecia desde 2014 e gerou um lastro fictício de ouro permitindo a obtenção do metal de origem indeterminada.

As investigações também comprovaram a comercialização de ouro em regiões de alta incidência de garimpo ilegal, o que também configura crime contra o meio ambiente.

Empresas envolvidas

Em Manaus, as empresas Bracont Consultoria Contábil e a Ciala da Amazônia Refinadora de Metais S.A.  estão envolvidas no esquema.

Outros mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nos estados de Roraima, Rondônia, Minas Gerais e São Paulo.

Os nomes dos envolvidos não foram revelados pelos agentes federais para preservar o andamento das investigações.

 

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