O ministro da Educação (MEC), Rossieli Soares, disse nesta terça, dia 15, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) precisava ser transformado porque “os rombos eram gigantescos”.

“Segundo o TCU [Tribunal de Contas da União], os rombos no âmbito do Fies são de pelo menos 20 bilhões de reais. Isso ainda está sendo auditado e provavelmente gerará questionamentos aos responsáveis por esse rombo”, disse o ministro.

Rossieli disse que o novo Fies, em implantação, surgiu de sugestões de alterações do modelo pelo TCU, diante da inadimplência de 61% no cumprimento dos contratos, “tornando o programa insustentável”.

O ministro reconheceu que a implantação do novo Fies é um dos grandes desafios do MEC pois há três tipos de financiamento, sendo um deles sem pagamento de juros, para ao menos 100 mil estudantes por ano.

“O novo Fies, a despeito das dificuldades que estamos de fato enfrentando em sua plena implantação, entendo que está no rumo certo, pois mais de 300 mil estudantes o procuraram”, afirmou Rossieli.

Acrescentou ainda que há um comitê gestor destinado ao aprimoramento do Fies, mas o MEC não deixará de lado o princípio da responsabilidade fiscal, pois “não quer deixar dívidas para o próximo governo”.

 

Audiência na Comissão de Educação

Rossieli respondia a números levantados pela senadora Ângela Portela (PDT-RR), de que o número de bolsas do Fies neste ano não chegará à metade do que foi disponibilizado em 2014.

“A ex-presidente da República Dilma Rousseff [PT] inflou o programa em 2014 por razões eleitorais, e que o fenômeno da ociosidade de vagas já se manifestava naquela época”, disse.

Ângela disse que essa ociosidade ameaça o ensino superior. Nas instituições privadas, por causa das novas regras do Fies, a ociosidade de vagas já atingiu 56,9%, afirmou a senadora. “Nas instituições sem fins lucrativos também está aumentando muito, hoje chegou a 61,3%”.

Com informações da Agência Senado

 

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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado