O Amazonas está no “top five” (cinco primeiros) entre as 26 unidades da federação e o Distrito Federal que registraram os mais significativos desempenhos na evolução de suas receitas tributárias no ano passado, em contraste com os investimentos em obras e serviços, em que o estado está entre os piores.

A publicação também fez comparação do dinheiro arrecadado com o que foi investido. Neste caso, a situação do Amazonas se inverte. De trás para frente, ele fica em quarto colocado, ou seja, na 24ª colocação.

A queda foi de 26,86%.

Ou seja, no ano em que teve três governadores (José Melo_Pros, David Almeida_PSD e Amazonino Mendes_PDT), o estado guardou mais dinheiro do que aplicou no serviço público.

Na arrecadação, o Amazonas estancou queda provocada pela crise econômica no país entre 2015 e 2016, arrecadando mais com impostos em 2017.

O recolhimento chegou a R$ 7,800 bilhões contra R$ 7,372 bilhões do exercício anterior, o que fez com que se aproximasse da casa dos 6% (5,81%), que garantiu a quarta melhor colocação entre os entes federativos que mais cresceram em 2017, na comparação com 2016.

A informação foi publicada na edição deste domingo, dia 11, do jornal Folha de S.Paulo, que colheu os dados no relatório consolidado da gestão fiscal dos estados junto ao Tesouro Nacional.

A Folha diz que um dos fatores que contribuíram com essa recuperação, além da melhora na economia, estão as medidas tomadas pelos estados para enxugar a máquina.

Neste caso, para o Amazonas, significa dizer que o ex-governador José Melo, hoje preso acusado de corrupção, deixou a bola na marca do pênalti, mas não disparou o chute, também não disparado por seus sucessores. Ele foi afastado do mandato em 4 de maio de 2017.

O BNC também consultou os dados dos Tesouro e observou que o atual governador, Amazonino, ainda não aplicou o salto tributário que recebeu e já acumula grande gordura para 2018.

É que, de acordo com dados do relatório consolidado da gestão fiscal, que os estados são obrigados a enviar para a União, Amazonino recebeu um salto do exercício anterior da ordem de R$ 1,6 bilhão e hoje já tem entesourado cerca de R$ 2,3 bilhões.

O relatório diz ainda que o governo, hoje, tem um saldo em caixa de R$ 2,27 bilhões, já que está somado ao acumulado de 2016 mais a falta de investimentos, mostrado pela própria execução fiscal.

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Foto: Reprodução/Folha