Investigação da Polícia Federal levou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso a citar suspeitas de que o esquema de pagamento de propina ao presidente e seus aliados funcione há duas décadas.

Por isso, Barroso tomou a decisão, nesta quinta-feira (29),  em que autorizou a prisão de pessoas ligadas a Michel Temer.

De acordo com o ministro, há “indícios que demonstram a possibilidade de se estar diante de um esquema contínuo de concessão de benefícios públicos, em troca de recursos privados, para fins pessoais e eleitorais, que persistiria por mais de 20 anos no setor de portos, vindo até os dias de hoje”.

Barroso afirmou que, dos documentos colhidos na investigação, destaca-se planilha contábil em que aparecem as siglas MT, MA e L como recebedores de recursos das empresas Libra, Rodrimar e Multicargo.

Para ele, isso permite “supor sejam o excelentíssimo senhor presidente da República, Michel Temer, Marcelo Azeredo, presidente da Codesp [companhia Docas de São Paulo] entre 1995 e 1998, indicado por ele, e o amigo pessoal do senhor presidente João Batista Lima Filho“.

 

Foto: SCO/STF