Preso no dia 30 de maio sob suspeita de participar de um esquema de fraude na concessão de registro sindical, no Ministério do Trabalho, o ex-presidente do Solidariedade no Amazonas (SD) Carlos Lacerda está encrencado com um problema ainda maior.

Ele é suspeito de também participar de operações suspeitas, em um fundo de R$ 500 milhões, para repassar a sindicatos e centrais sindicais.

Lacerda era o homem do presidente nacional do SD, deputado federal Paulinho da Força (SP), no esquema de liberação de recursos milionários. Dividia o controle dessa área estratégica no Ministério do Trabalho o PTB, do deputado federal Jovair Arantes (GO).

As investigações sobre essa fraude milionária não pararam com a prisão de Lacerda e outros. O Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União (CGU) abriu nova frente de investigações após a operação Registro Espúrio, da Polícia Federal.

Nesta fase da investigação é sobre entidades que buscam ressarcimento de uma espécie de resíduo de contribuições sindicais depositadas na Caixa Econômica, uma conta de quase R$ 500 milhões administrada pelo Ministério do Trabalho.

 

A informação e os detalhes da fraude são publicados pelo O Globo nesta segunda, dia 18.

 

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Foto: Reprodução/O Globo