A revista Época teve acesso à gravação e à imagem de malas de dinheiro com R$ 2,4 milhões e as reconstituiu na trama em que os beneficiados seriam o presidente Michel Temer (PMDB), o senador Aécio Neves (PSDB) e o doleiro Lúcio Funaro.

Faziam parte da trama criminosa o empresário Frederico Pacheco e o lobista Ricardo Saud, da JBS, além de Florisvaldo de Oliveira, o arrecadador do dinheiro na base da JBS dos irmãos Wesley e Joesley Batista.

Aécio nega ter participado da central de propinas e afirmou que os R$ 2 milhões foram empréstimos feitos na JBS para pagar dívidas.

Mas o dinheiro que deveria ter sido transferido por via bancária, era entregue furtivamente em malas e por emissários de confiança ligado a cada um dos beneficiários das propinas.

A Polícia Federal monitorava o encontro – uma ação controlada, autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

O “entreposto” de dinheiro abastecia boa parte dos políticos que, como Aécio, pediam a sua parte em dinheiro vivo.

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Foto: Reprodução/PF