Mais um segredo do “nosso cliente” da empreiteira Odebrecht foi revelado.

Em 11 de dezembro de 2017, Marcelo Odebrecht entregou aos investigadores da operação Lava Jato uma nota fiscal de R$ 250 mil referente a apoio financeiro para o filme “Lula, o filho do Brasil” (na foto, o ator Rui Ricardo Dias encarnou Lula na produção).

Esse apoio teria sido de R$ 1 milhão para uma cinebiografia que custou mais de R$ 12 milhões.

O suposto tráfico de influência do ex-presidente continua sendo investigado.

A NF 2930, reproduzida pelo Estadão, foi emitida em 4 de maio de 2009, em nome da produtora Filmes do Equador, de Luiz Carlos Barreto.

A descrição dos serviços é a seguinte: “Cota de patrocínio da obra intitulada ‘Lula, o filho do Brasil’. Conforme contrato.”

A produção é alvo de investigação da força-tarefa de Curitiba por suspeita de tráfico de influência de Lula junto à empreiteira Odebrecht.

Em agosto de 2008, em meio à discussão sobre a maneira em que a Odebrecht iria contribuir com o financiamento do filme ‘Lula, o filho do Brasil’, um dos executivos do grupo expôs sua opinião a respeito do longa.

 

“Tiro no pé”

Para o então responsável pela comunicação da empresa, Marcos Wilson, a cinebiografia do ex-presidente Lula era ‘um tipo de louvação maléfico’ e poderia se tornar ‘um tiro no pé’ do petista.

Entre os executivos da Odebrecht, Lula era o ‘nosso cliente’. Marcelo Odebrecht confirmou o ‘codinome’ em depoimento à Polícia Federal em 11 de dezembro de 2017.

O empreiteiro falou ao delegado Filipe Hille Pace em meio à investigação da Operação Lava Jato sobre o financiamento do filme.

Veja a reprodução da Nota Fiscal

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Foto: Divulgação