Justiça condena fabricante de veículos por trabalho escravo na Amazônia
Ação é considerada a maior indenização da história em casos do tipo
Publicado em: 29/08/2025 às 22:00 | Atualizado em: 29/08/2025 às 22:11
O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8) condenou a Volkswagen do Brasil ao pagamento de R$ 165 milhões por dano moral coletivo devido ao uso de trabalho análogo à escravidão na Amazônia.
O caso envolve a Fazenda Vale do Rio Cristalino, no Pará, entre as décadas de 1970 e 1980.
A ação foi movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e é considerada a maior indenização da história em casos do tipo.
Segundo a denúncia, centenas de trabalhadores foram submetidos a condições degradantes, como vigilância armada, alojamentos precários, alimentação insuficiente, servidão por dívida e falta de assistência médica, especialmente durante surtos de malária.
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A decisão também obriga a empresa a pedir desculpas públicas aos trabalhadores e à sociedade brasileira.
O juiz Otavio Bruno da Silva Ferreira afirmou que a montadora não apenas investiu na companhia responsável pela fazenda, mas também se beneficiou diretamente da exploração ilícita da mão de obra, apoiada por incentivos fiscais da época.
Em nota, a Volkswagen declarou que a decisão é de primeira instância e que recorrerá.
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Foto: Polícia Federal/divulgação
