Tarifaço causa superávit na balança comercial brasileira

Mesmo com queda nas exportações para os EUA, Brasil registra resultado positivo impulsionado por China e México

Prefeitos gastam demais e deixam rombo fiscal de quase R$ 50 bilhões

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 04/09/2025 às 17:45 | Atualizado em: 04/09/2025 às 17:45

O Brasil registrou superávit de US$ 6,13 bilhões em agosto, primeiro mês de vigência da sobretaxa de 50% dos EUA, apesar de queda de 18,5% nas vendas para o mercado americano.

O resultado representa alta de 3,9% em relação a agosto de 2024, impulsionado principalmente por exportações da agropecuária e indústria extrativista. Carne bovina e ouro lideraram os aumentos, com 56% e 55,9% em valor, respectivamente.

As importações somaram US$ 23,7 bilhões, queda de 2% em relação ao mesmo mês do ano passado, com destaque para bens de capital (-10,1%) e bens de consumo (-9%). O aumento das exportações compensou a queda das importações, gerando crescimento de 1,2% na corrente de comércio.

No acumulado de janeiro a agosto, o saldo positivo foi de US$ 42,8 bilhões, com corrente de comércio de US$ 412,3 bilhões.

Apesar do superávit, as exportações para os EUA caíram 18,5%, somando US$ 4 bilhões. Produtos como minério de ferro, açúcar, aeronaves e carne bovina registraram fortes quedas. Em contrapartida, importações americanas subiram 4,6%.

O tarifaço americano entrou em vigor em 6 de agosto, elevando para 50% a sobretaxa sobre produtos brasileiros, afetando café, carnes, pescados, açúcar, cacau e frutas tropicais. Castanhas, suco de laranja e produtos de aviação civil ficaram isentos.

Para compensar a perda de mercado, o Brasil ampliou exportações para China, Hong Kong e Macau (+29,9%) e México (+43,8%). China e regiões associadas responderam por 32,1% das exportações, com destaque para carne bovina, soja, açúcar, óleo e minério de ferro.

Segundo Herlon Brandão, diretor de estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o crescimento em volume para a China e o México mostra que a diversificação de mercados tem sido decisiva para sustentar o superávit brasileiro diante do tarifaço americano.

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil