Brasil se abre para parceria com alto poder militar da China
Decisão veio após o Brasil decidir, pela primeira vez, enviar generais como adidos à embaixada em Pequim
Publicado em: 04/09/2025 às 22:18 | Atualizado em: 04/09/2025 às 22:34
Em visita a Pequim, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, afirmou que o Brasil está aberto a ampliar a cooperação com a China, inclusive na área militar.
A declaração ocorreu após a decisão inédita de enviar oficiais-generais para atuarem como adidos na embaixada brasileira, medida que, segundo ele, simboliza um passo importante no estreitamento das relações bilaterais.
Amorim destacou que a parceria com a China já inclui áreas como a espacial e pode avançar para investimentos, transferência de tecnologia e cooperação financeira.
Ele também entregou uma carta do presidente Lula ao líder Xi Jinping e se reuniu com o chanceler Wang Yi para discutir temas como a guerra na Ucrânia, o conflito em Gaza e a proposta chinesa de reforma da governança global.
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O diplomata criticou as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, classificando-as como medidas de caráter político.
Segundo ele, o modelo de reciprocidade defendido por Washington remete ao período entre guerras e pode gerar riscos econômicos e geopolíticos semelhantes aos que antecederam a Segunda Guerra Mundial.
Sobre a presença de navios militares americanos na costa da Venezuela, Amorim evitou comentar possíveis reações do Brasil, mas alertou para os riscos da escalada militar na região.
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
