Corrida por minérios raros põe Amazonas no centro da cobiça estrangeira
Nióbio, terras raras e potássio colocam o Amazonas no foco da transição energética, exigindo regulação para garantir soberania e desenvolvimento sustentável.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 11/09/2025 às 09:43 | Atualizado em: 11/09/2025 às 10:18
A corrida mundial por minerais raros e estratégicos já bate à porta do Amazonas. Nióbio, tântalo, estanho, tório, potássio e terras raras, essenciais para a transição energética e para tecnologias de ponta, estão no subsolo do estado, mas ainda não se traduzem em desenvolvimento social.
O caso da mina de Pitinga, em Presidente Figueiredo, é simbólico: há cinco décadas explorando cassiterita e columbita, a operação foi vendida em 2024 à estatal chinesa China Nonferrous Trade, levantando questionamentos sobre soberania e controle estrangeiro de recursos estratégicos.
Outros municípios, como Autazes, São Gabriel da Cachoeira, Nova Olinda do Norte, Itacoatiara e Apuí, também guardam reservas valiosas.
Especialistas alertam que, sem regulação clara e uma cadeia produtiva nacional, o Brasil pode entregar protagonismo a potências como a China, que já domina 95% da produção mundial de terras raras.
Leia o artigo completo de Tadeu de Souza na Gazeta do Povo: “A disputa pelos minérios da Amazônia já começou”.
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Foto: Sema/AM
