#BNC10anos | Seca e enchente histórica no Amazonas
Nos últimos anos, o estado enfrentou secas históricas e cheias marcantes, com impactos devastadores para a população, economia e meio ambiente.
Adríssia Pinheiro, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 18/09/2025 às 00:01 | Atualizado em: 17/09/2025 às 21:40
O Amazonas experimentou, nos últimos anos, extremos inéditos nos ciclos de cheia e seca, em todos os rios da bacia amazônica.
Hoje, em seu aniversário de dez anos, o BNC Amazonas resgata essas lembranças para mostrar o quanto o povo foi testado e resistiu.
O estado enfrentou secas sem precedentes. Desde o início das medições dos níveis dos rios, o rio Negro, por exemplo, alcançou 12,17 m em 2024, a menor cota em 123 anos.
Ao mesmo tempo, as cheias também atingiram marcas históricas.
Menos de dois anos antes, em 2021, o povo vivia outro tipo de horror: aquele definido pela água. O rio Negro atingiu impressionantes 30,02 metros, recorde histórico desde 1902. Casas foram tomadas, móveis destruídos e ruas viraram canais.
Não só as cidades sofreram. Comunidades isoladas, aquelas que dependem dos rios para tudo, sentiram o impacto no cotidiano.



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O peso para o povo
A sucessão desses eventos climáticos extremos afetou mais de 770 mil pessoas, isolando famílias e dificultando o abastecimento de alimentos, remédios e insumos.
O prejuízo acumulado pelas secas superou R$ 620 milhões, enquanto as cheias prejudicaram milhares de famílias com perdas de casas, bens e colheitas.
As autoridades do estado implementaram ações emergenciais, como distribuição de alimentos, remédios e instalação de purificadores de água, numa das maiores operações humanitárias da década.
Lições que ficam
Esses dois extremos mostraram mais do que feridas: eles provaram a vulnerabilidade diante das mudanças climáticas, da ocupação desordenada e do desequilíbrio ambiental. Mas também revelaram uma forte capacidade de reação do povo amazonense.




Fotos: divulgação e Ronaldo Siqueira/Especial para o BNC Amazonas
