Liga do samba diz ter nada a ver com ‘cemitério de alegorias’ em Manaus

Ministério Público cobra responsabilidade com destino do dinheiro do contribuinte

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 19/09/2025 às 11:17 | Atualizado em: 19/09/2025 às 11:17

A Liga Independente das Escolas de Samba do Amazonas (Liesa-AM) negou, nesta quinta-feira (18 de setembro), ter responsabilidade pelo descarte de carros alegóricos acumulados nos arredores do sambódromo de Manaus.

A polêmica surgiu após o Ministério Público Estadual (MPE-AM) mover Ação Civil Pública (ACP) contra a Liesa e a União das Escolas de Samba do Amazonas (UESAM), questionando o destino de materiais custeados com verba pública.

Em nota, a Liesa afirmou que, no Carnaval de 2025, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) assinou os termos de fomento diretamente com cada escola.

“Por isso, não procede vincular à entidade a responsabilidade por estruturas ainda existentes no local”, afirmou.

A entidade destacou ainda que não foi oficialmente notificada sobre a ação.

Entraves e desafios do descarte de alegorias

A Liesa atribuiu parte dos resíduos a outros grupos. Segundo a entidade, grande parte das alegorias em frente aos barracões pertence a grupos folclóricos do Festival do Amazonas, sem ligação com o Carnaval. Já as estruturas na lateral da Avenida do Samba seriam responsabilidade de agremiações do Grupo de Acesso e suas respectivas ligas.

O presidente da Liesa-AM, Roberto Simonetti, destacou:

“O nosso regulamento prevê, inclusive, a perda de pontos para as escolas que não recolhem suas alegorias aos barracões no prazo estabelecido”.

Ele acrescentou que, sem uma liga organizando oficialmente o Carnaval, não há como cobrar responsabilidades individualmente das agremiações.

A liga informou que irá se manifestar ao Ministério Público, apresentando sua posição e contribuindo para soluções eficazes. A entidade também reforçou que é importante preservar o espaço público e respeitar normas ambientais, mas que as responsabilidades devem ser compartilhadas entre todos os envolvidos.

A UESAM, também citada na ACP, ainda não se manifestou publicamente.

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Foto: Divulgação