Vice de Almeida diz que não vai deixar previdência virar pauta da oposição
Renato Júnior afirmou que gestão não dará palco para quem pratica o "quanto pior, melhor"
Ana de Oliveira, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 26/09/2025 às 12:30 | Atualizado em: 26/09/2025 às 12:30
O vice-prefeito de Manaus, Renato Magalhães Júnior, afirmou nesta sexta-feira (26 de setembro) que a reforma da previdência municipal não servirá de palanque para adversários políticos. A declaração foi feita durante a reinauguração do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Dom Bosco.
“A população não vai permitir, nós não vamos permitir que isso vire pauta de oposição. Nós queremos uma cidade melhor. Nós não podemos dar palco para uma oposição do ‘quanto pior, melhor’”, declarou.
Ele acrescentou que o texto será analisado pelas comissões da câmara municipal e não será imposto de forma abrupta.
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Segundo a Manausprev, o texto da reforma previdenciária busca o equilíbrio das contas do regime próprio, evitando um déficit estimado de R$ 938 milhões até 2038. As mudanças, contudo, endurecem as regras de aposentadoria e já provocaram forte reação, sobretudo entre os professores.
Na última quarta-feira (24), uma paralisação acompanhada de protesto em frente à câmara, organizada pelo Asprom Sindical, resultou na suspensão de aulas em várias escolas.
Diante desse cenário, Renato Júnior assegurou que o projeto não avançará sem diálogo.
“Toda reforma é difícil, mas é uma forma de garantir que aqueles que hoje estão trabalhando possam no futuro ter direito a esse benefício. Nós não queremos de forma nenhuma fazer isso sem esgotar todas as formas de diálogos”, disse.
O vice-prefeito ainda destacou um ponto que, segundo ele, torna a proposta mais favorável do que a reforma federal: enquanto na União a contribuição pode ser exigida a partir de um salário mínimo, em Manaus só incidirá sobre salários acima de R$ 8 mil.
Foto: BNC Amazonas
