Trump aperta cerco a Maduro, Brasil manda 10 mil militares à Amazônia
As Forças Armadas iniciaram nesta semana a fase principal da Operação Atlas 2025, considerada a maior mobilização militar da história do país
Publicado em: 29/09/2025 às 20:02 | Atualizado em: 29/09/2025 às 20:04
O governo dos Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, ampliou a presença militar no Caribe sob o argumento de combater o tráfico de drogas, o que aumenta a pressão sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro, enquanto o Brasil mobilizou mais de 10 mil militares na região.
As Forças Armadas iniciaram nesta semana a fase principal da Operação Atlas 2025, considerada a maior mobilização militar da história do país.
Militares participam do exercício, realizado em Roraima e no Amapá, entre os dias 3 e 9 de outubro, próximo à fronteira com a Venezuela e a Guiana.
A operação envolve Exército, Marinha e Aeronáutica, sob coordenação do Ministério da Defesa. O Exército deslocou 434 viaturas, 40 blindados e 9 helicópteros, enquanto a Marinha mobilizou o Navio-Aeródromo Atlântico, maior da América Latina, que chegou a Belém (PA) com 1.100 militares e 435 toneladas de armamentos.
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Presença militar americana
A fase final do treinamento coincide com o aumento da presença militar dos Estados Unidos no Caribe, sob o argumento de combate ao tráfico de drogas.
Washington enviou oito navios de guerra e um submarino nuclear à região, o que levou o governo de Nicolás Maduro a denunciar uma “ameaça” e intensificar exercícios militares, incluindo o uso de mísseis russos e a preparação de civis para combate.
A ONU classificou a escalada militar norte-americana como “injustificada e inaceitável” e alertou para riscos à soberania e à estabilidade regional.
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Foto: Luara Leimig/divulgação
