Mandante das mortes de Bruno e Dom comanda contrabando no Vale do Javari
É o que afirmaram testemunhas sobre "Colômbia" e a pesca ilegal na terra indígena
Publicado em: 16/10/2025 às 20:11 | Atualizado em: 16/10/2025 às 20:11
Durante a audiência de instrução da Justiça Federal em Tabatinga, nesta quinta-feira (16), no processo que investiga uma organização criminosa ligada à pesca ilegal no Vale do Javari, testemunhas de acusação relataram que “Colômbia” atuava como líder e financiador de um grupo criminoso responsável por pesca e caça ilegal na região.
O caso é paralelo ao das mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, ocorridas em junho de 2022.
Entre os réus estão Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, e Amarildo da Costa de Oliveira, o “Pelado”, ambos também acusados pelos assassinatos de Bruno e Dom, além de outras oito pessoas.
Um representante da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari) confirmou que o pescado extraído ilegalmente era vendido para o réu na cidade peruana de Islândia.
Uma servidora da Funai também afirmou ter sido ameaçada por pescadores após uma ação de fiscalização na região.
O Ministério Público Federal (MPF) acusa “Colômbia” de comandar as operações do grupo na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
Além disso, segundo o MPF, ele custeava despesas de pescadores ilegais e utilizava carregamentos de peixe para ocultar cocaína.
A Polícia Federal já havia apontado Colômbia como mandante das mortes de Bruno e Dom, por ter financiado o grupo e fornecido cartuchos usados no crime. Ele está preso em regime de segurança máxima.
As audiências prosseguem nesta sexta-feira (17), com oitiva de novas testemunhas e dos demais réus.
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Foto: Ticiane Ribeiro/Opi.Isolados
