Portos do AM batem recorde com transporte de 30 milhões de toneladas em 2025

Antaq registra recorde de 30 milhões de toneladas e crescimento de 16,7%, em 2025, no movimento de cargas no estado.

Grupo Chibatão: uma disputa de 3 bilhões de reais

Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 16/10/2025 às 20:21 | Atualizado em: 16/10/2025 às 20:21

O movimento de cargas nos portos do Amazonas, no primeiro semestre de 2025, é um dos mais altos do país em termos de crescimento percentual.

De acordo com o Estatístico Aquaviário, divulgado pela Antaq, entre janeiro e agosto deste ano, as cargas transportadas nos portos da capital e interior amazonense chegaram a 30 milhões de toneladas, crescimento de 16,7%.

Já em todo o país, que também foi recorde, o transporte de cargas foi de 914, 8 milhões de toneladas, um crescimento de 2,8% em relação ao período de 2024.

Segundo os dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, o maior volume da carga transportada no Amazonas foi de granel sólido (14,8 milhões/toneladas), revelando um crescimento de 22,58%.

Em seguida, vieram as cargas conteinerizadas, especialmente de produtos e insumos da Zona Franca de Manaus, com 7 milhões de toneladas (12%).

O granel líquido foi de 5,5 milhões/t (13,19% e as cargas gerais, chegaram a 2,3 milhões de toneladas (5,6%).

Com relação ao tipo de transporte, a movimentação por vias interiores (rios do estado e região) transportou 25 milhões de toneladas. São seguidas pelo transporte de longo curso (12,4 milhões/t) e a cabotagem (viagens marítimas), com 3,5 milhões de toneladas no semestre.

Principais mercadorias

Do mesmo modo, as principais mercadorias movimentadas ao longo do primeiro semestre, nos portos amazonenses, foram:

•           Soja – 11 milhões de toneladas;

•           Contêineres – 7 milhões de toneladas;

•           Petróleo e derivados – 4,7 milhões de toneladas;

•           Milho – 2,8 milhões de toneladas;

•           Semirreboque baú – 808 mil toneladas

Maiores portos

Ao mesmo tempo, entre os maiores portos do Amazonas, por onde toda essa carga passou, destaque para o Terminal Graneleiro Hermasa, localizado no município de Itacoatiara. Por lá, passaram 9,1 milhões de toneladas de soja e demais grãos.

Em seguida, vem o porto Chibatão, com 5,8 milhões de toneladas; o terminal Novo Remanso (5,1 milhões/t), Terminais Fluviais do Brasil (2,4 milhões/t), Superterminais (1,7 milhão/t), Atem Manaus (1,2 milhão/t) e Terminal Aquaviário de Manaus (1 milhão/t).

Em relação aos portos do interior do Amazonas, destaca-se o Terminal Aquaviário Solimões, em Coari, com 549.753 toneladas.

Tarifaço Brasil

Ainda de acordo com informações do Estatístico Aquaviário, da Antaq, apesar da alteração de rotas provocada pelas restrições impostas pelos Estados Unidos, o país soube se ajustar ao tarifaço de Donald Trump.

Prova disso são as exportações, que cresceram 3,2% no mês em relação a agosto de 2024. Houve crescimento acentuado de exportações para a Índia (volume 348% maior), México (97%), Argentina (50%) e China (12%), nosso maior parceiro comercial, e queda de 17% no volume exportado para os Estados Unidos.

“O recorde na movimentação de carga nos portos do país, aliado ao aumento da exportação de produtos, reforça o interesse do Brasil frente a outros mercados internacionais. Nós estamos trabalhando para expandir ainda mais o volume de carga no modal aquaviário, pois isso se reflete no aumento de emprego e da renda do povo brasileiro”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

*Com informações da Antaq

Foto: divulgação