Manaus transforma lixo em energia limpa com novo aterro sanitário

Projeto prevê geração de biometano e energia solar em estrutura moderna a partir de 2026

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 18/10/2025 às 08:05 | Atualizado em: 18/10/2025 às 08:05

O prefeito David Almeida apresentou, nesta sexta-feira (17 de outubro), os avanços das obras do primeiro aterro sanitário do Amazonas, no quilômetro 19 da AM-010. Além de corrigir passivos ambientais, o projeto marca o início da transformação dos resíduos de Manaus em fonte de energia limpa.

A estrutura, moderna e dentro das normas ambientais, é considerada um marco no Plano Municipal de Resíduos Sólidos. O empreendimento prevê a geração de biometano a partir do biogás produzido pela decomposição do lixo, combustível capaz de abastecer até 80 veículos por dia.

Segundo David Almeida, a iniciativa simboliza uma virada sustentável.

“Nós estamos transformando o que antes era um passivo ambiental em fonte de energia limpa. Com o biometano e a energia solar, Manaus se consolida como referência em sustentabilidade no Norte do país”, afirmou o prefeito.

Além do biogás, a prefeitura planeja instalar, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), um sistema de energia solar sobre o antigo aterro controlado, com capacidade para gerar 1 megawatt.

O novo aterro, com área de 67 hectares, possui quatro camadas de impermeabilização, incluindo geocomposto bentonítico e geomembrana de polietileno de alta densidade, garantindo proteção ao lençol freático.

O projeto também inclui uma lagoa de chorume com tecnologia avançada para tratamento e reaproveitamento do efluente tratado em processos internos, como a hidrossemeadura.

A obra é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura de Manaus, o Ministério Público do Estado (MP-AM) e o Poder Judiciário, que busca corrigir irregularidades históricas no manejo de resíduos.

O investimento é privado, mas a área permanece sob controle e propriedade do município.

Com previsão de operação em fevereiro de 2026 e vida útil estimada em 20 anos, o aterro cumpre as exigências da resolução nº 430 do Conama.

“Nunca o Estado do Amazonas teve um aterro sanitário. É um marco histórico. Estamos cumprindo todas as regras ambientais, e esse trabalho já é referência nacional”, concluiu o prefeito.

Com informações da Prefeitura.

Foto: João Viana / Semcom