Conspiração de Eduardo Bolsonaro contra Brasil é sepultada na Malásia
Com encontro entre Lula e Trump, narrativa de confronto defendida por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo desaba como farsa diplomática.
Publicado em: 26/10/2025 às 14:39 | Atualizado em: 26/10/2025 às 14:40
O enredo sustentado por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo sobre um suposto confronto entre Lula e Donald Trump desabou neste domingo (26 de outubro). O encontro entre os dois presidentes, em Kuala Lumpur, mostrou o contrário do que pregava o bolsonarismo: diálogo, pragmatismo e reposicionamento diplomático do Brasil.
Durante semanas, o deputado e o empresário tentaram inflamar as redes com a tese de que os Estados Unidos (EUA) preparavam uma ofensiva dura contra Lula, liderada pelo senador republicano Marco Rubio. Mas o desfecho foi o oposto. Em tom irônico, Trump minimizou o papel do secretário de Estado, afirmando que ele “não entende muito da parte econômica”.
O encontro entre os dois líderes durou cerca de 50 minutos e abriu caminho para negociações diretas sobre as tarifas e sanções impostas pelos EUA. Lula disse que as equipes dos dois países “vão se reunir imediatamente para buscar soluções para as tarifas e sanções”. Ao lado dele, Trump afirmou sentir-se “honrado em encontrar o presidente do Brasil” e garantiu que “bons acordos virão”.
O chanceler Mauro Vieira confirmou que Trump ordenou o início das conversas ainda no domingo.
Com isso, a diplomacia brasileira marcou um gol estratégico e encerrou o teatro de ilusões mantido pelo bolsonarismo. A narrativa de que Trump explodiria pontes com o Brasil para salvar Jair Bolsonaro nunca passou de delírio político.
Trump atendeu aos interesses econômicos e geopolíticos dos EUA, e não ao sentimentalismo ideológico de seus seguidores brasileiros.
O tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros atingiu o agronegócio dos dois países e recolocou o Brasil no centro das discussões comerciais da Casa Branca, sobretudo diante do avanço da China.
Lula, por sua vez, transformou o impasse em oportunidade, reposicionando o país como parceiro essencial em um cenário global turbulento.
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Foto: reprodução/X
