Amazônia: desmatamento é ameaça à captura de carbono, diz estudo
Para pesquisadores, preservação é vital para conter aquecimento global
Publicado em: 27/10/2025 às 16:40 | Atualizado em: 27/10/2025 às 16:40
A Amazônia poderá deixar de capturar até 2,94 bilhões de toneladas de carbono até 2030 caso os países da região não ampliem o controle sobre o desmatamento, aponta estudo da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG) divulgado nesta quinta-feira (23).
Mesmo com a manutenção das políticas atuais, a perda seria de cerca de 1,1 bilhão de toneladas nos próximos cinco anos.
O levantamento — que analisou dados de Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela — reforça que terras indígenas e áreas protegidas são essenciais para conter o aquecimento global, já que concentram 61% do carbono florestal capturado em 2023.
Segundo Renzo Piana, diretor do Instituto do Bem Comum, a Amazônia está em “contagem regressiva ambiental” e pode deixar de ser aliada no combate à crise climática se não houver fortalecimento das políticas de proteção e reconhecimento do papel dos povos indígenas.
A RAISG defende a integração entre ciência, saberes tradicionais e economia de baixo carbono, além de medidas contra desmatamento, queimadas e atividades ilegais.
O estudo também alerta para a devastação histórica: entre 1985 e 2023, 88 milhões de hectares de floresta amazônica foram convertidos em áreas agropecuárias, urbanas e mineradoras, reduzindo a capacidade do bioma de regular o clima global.
Para os pesquisadores, a perda de florestas significa mais emissões de gases de efeito estufa, eventos climáticos extremos e riscos à segurança hídrica e alimentar mundial.
Com informações de Agência Brasil
Foto: reprodução/Agência Brasil
