Governo Lula fecha os olhos para o avanço do crime, afirma Alberto Neto
Deputado cobra ação federal diante da violência no Rio e alerta para risco de expansão do tráfico na Amazônia
Publicado em: 29/10/2025 às 17:02 | Atualizado em: 29/10/2025 às 17:02
O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) afirmou que o governo Lula se omite diante do avanço do crime organizado e criticou a ausência de apoio federal ao Rio de Janeiro durante a megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28 de outubro) nas comunidades do Alemão e da Penha.
“O governo do PT, a esquerda, não dialoga e não tem soluções para a segurança pública do nosso país”, disse o parlamentar, que classificou a situação como uma verdadeira guerra no estado.
A operação, direcionada contra o Comando Vermelho, foi considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, com mais de 60 mortes e mais de 80 prisões registradas. Segundo Alberto Neto, o cenário de conflito, com facções lançando bombas por drones, é típico de ambientes de guerra sofisticada.
“Incrivelmente — ou talvez para surpresa de ninguém — o governo federal nega ajuda ao Rio de Janeiro para combater esses criminosos. Nega o apoio das Forças Armadas. Isso já ultrapassa a questão da segurança pública e fere o dever constitucional de proteger o cidadão”, afirmou.
O deputado ressaltou ainda que “um governo que passa pano para o crime, que trata traficante como vítima da sociedade e cruza os braços quando o Estado pede ajuda, tem responsabilidade pelo sangue derramado de inocentes”, destacando que a omissão contribui para o fortalecimento das facções criminosas.
Ele também alertou para o risco de a violência se espalhar para outros estados, incluindo o Amazonas, que faz fronteira com grandes produtores de drogas e enfrenta conflitos nos rios.
“Hoje é no Rio, amanhã pode ser em qualquer estado do Brasil. Amanhã pode ser lá no meu estado, o Amazonas, que faz fronteira com os maiores produtores de drogas do mundo e também enfrenta uma guerra nos rios”, disse.
Alberto Neto defendeu uma ação nacional coordenada, com participação das Forças Armadas e união da classe política, e concluiu:
“Precisamos mudar isso com urgência. Vamos cobrar o governo federal que mande ajuda aos nossos irmãos do Rio de Janeiro e trabalhar para que o Brasil volte a ser um país seguro para todos.”
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Foto: divulgação
