Mauro Cid tira tornozeleira e terá escolta da PF

Após acordo de delação, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro livra-se do monitoramento eletrônico, mas mantém restrições impostas pelo STF

Mauro Cid tira tornozeleira e terá escolta da PF

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 03/11/2025 às 15:29 | Atualizado em: 03/11/2025 às 15:29

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, seguirá proibido de portar armas, utilizar redes sociais e manter contato com investigados nos processos que apuram a trama golpista.

As medidas foram mantidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo com a concessão de benefícios decorrentes do acordo de delação premiada firmado por Cid com a Polícia Federal.

Com a colaboração homologada, o militar deixará de usar tornozeleira eletrônica e poderá contar com escolta da Polícia Federal para garantir a sua segurança e a de familiares. Além disso, os bens bloqueados no curso das investigações serão liberados, conforme previsto na delação.

No dia 11 de setembro, a Primeira Turma do STF condenou Mauro Cid, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros cinco réus por crimes relacionados à tentativa de ruptura institucional, como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A decisão foi tomada por quatro votos a um.

Entre os condenados está o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e atual deputado federal Alexandre Ramagem, penalizado por três dos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Ramagem foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações por exercer mandato parlamentar.

Os recursos apresentados por Bolsonaro, Cid e os demais acusados serão analisados pela Primeira Turma do STF a partir de 7 de novembro, quando os ministros vão decidir se mantêm ou modificam as condenações impostas.

*Com informações da Agência Brasil.

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Foto: Ton Molina/STF