Como fugas de Zambelli, Ramagem e do filho não ajudam Bolsonaro
Bolsonaristas representam um padrão de fuga e tensionamento institucional
Publicado em: 24/11/2025 às 20:55 | Atualizado em: 24/11/2025 às 23:19
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que levou Jair Bolsonaro à prisão preventiva, foi além da violação da tornozeleira eletrônica e recuperou episódios recentes envolvendo Carla Zambelli, Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro.
Para o ministro, os três representam um padrão de fuga e tensionamento institucional que reforça o risco de o ex-presidente tentar obstruir a aplicação da lei penal.
O tema ganhou novo peso após Ramagem, foragido nos Estados Unidos, afirmar ter “anuência do governo Trump” para permanecer no país, justamente no período em que sua prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Federal.
Zambelli é citada por mobilização digital e criação de crises artificiais, enquanto Ramagem é apontado como peça central pelo suposto uso da Abin para fins políticos.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, aparece como elo entre o núcleo familiar, influenciadores e redes internacionais.
Segundo o advogado Berlinque Cantelmo, as investigações sugerem um método estruturado que mistura uso da máquina pública, mobilização digital e ações coordenadas para evitar responsabilização.
Ao destacar esse histórico no despacho, Moraes sustentou que a prisão de Bolsonaro não se baseia apenas em episódios recentes, mas no risco concreto de repetição desse padrão entre seus aliados mais próximos.
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Foto: Agência Brasil/reprodução
