Agressão a jornalistas: chefe da Polícia Legislativa diz que ordem partiu de Motta
Policial legislativo afirma que ordem para retirada violenta de repórteres no Salão Verde partiu da própria Presidência da Câmara.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 10/12/2025 às 15:31 | Atualizado em: 10/12/2025 às 15:34
O chefe do departamento de Polícia Legislativa Federal, Marcelo Guedes de Resende, contradisse a versão oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e afirmou que a determinação para retirar, à força, os jornalistas que acompanhavam um protesto do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) partiu diretamente da Presidência da Casa.
A declaração desmonta o comunicado divulgado pela assessoria de Motta logo após a repercussão negativa do episódio. Como informa o DCM.
Na nota, o presidente afirmava não ter autorizado a ação e alegava que a retirada dos profissionais de imprensa teria sido uma decisão operacional da polícia legislativa.
Resende, porém, afirmou que apenas cumpriu a ordem recebida. O policial, que aparece em vídeos empurrando, imobilizando e agredindo jornalistas, admitiu que a operação foi determinada “de cima”, referindo-se à chefia da Câmara.
As imagens, registradas por emissoras de TV e celulares de pessoas presentes no local, mostram repórteres, fotógrafos e cinegrafistas sendo atacados enquanto cobriam o ato de Glauber, que havia ocupado a cadeira da presidência em protesto.
A pancadaria provocou forte reação de entidades jornalísticas, parlamentares de oposição e especialistas em liberdade de imprensa. Diversas associações repudiaram a violência e cobraram responsabilização da direção da Câmara e da Polícia Legislativa.
O episódio reacendeu o debate sobre as condições de trabalho da imprensa dentro do Congresso e sobre os limites da atuação da Polícia Legislativa em situações de conflito político. Enquanto parlamentares pedem investigação independente, Motta tenta conter o desgaste político, agora agravado pelo depoimento de seu próprio chefe da segurança interna.
A Câmara não se pronunciou novamente após a declaração de Resende.
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Foto: reprodução/vídeo
