Trump cerca Venezuela e vai tomar todo o petróleo que diz ter sido roubado

EUA iniciam invasão do país vizinho ao Brasil com a desculpa de combater o narcotráfico

Publicado em: 16/12/2025 às 20:32 | Atualizado em: 16/12/2025 às 20:55

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (16) um bloqueio total a petroleiros alvos de sanções que entram ou saem da Venezuela.

Em publicação nas redes sociais, afirmou que o país está “completamente cercado” e acusou o governo venezuelano de roubar petróleo, terras e outros bens dos EUA.

Segundo Trump, a medida ocorre em meio a uma intensificação da presença militar norte-americana no Caribe, iniciada em agosto sob a justificativa de combate ao tráfico internacional de drogas.

O presidente também acusou o governo de Nicolás Maduro de financiar um “regime ilegítimo” com recursos do petróleo e de envolvimento com terrorismo, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros.

Com base nessas acusações, Trump declarou que o regime venezuelano foi classificado como “organização terrorista estrangeira” e determinou o bloqueio de todos os navios petroleiros sancionados ligados ao país.

Durante seu primeiro mandato, em 2019, Trump já havia imposto sanções ao setor petrolífero venezuelano e reduzido as exportações.

Ainda assim, a Venezuela segue exportando cerca de 1 milhão de barris por dia, muitas vezes por meio de “navios fantasmas” que mudam de nome ou bandeira para driblar punições, segundo especialistas.

No último dia 10, forças dos EUA interceptaram e apreenderam um petroleiro no Mar do Caribe próximo à Venezuela. Identificado como Skipper, o navio já havia sido sancionado em 2022.

A Guiana informou que a embarcação usava falsamente sua bandeira. O presidente Nicolás Maduro classificou a ação como “pirataria naval criminosa” e afirmou que o navio transportava 1,9 milhão de barris de petróleo.

Levantamento da agência Reuters indicou que a operação provocou queda abrupta nas exportações venezuelanas, com cerca de 11 milhões de barris de petróleo e combustíveis retidos em águas do país.

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Foto: reprodução/YouTube