Lula quer PF mais forte contra crime organizado, diz na mensagem de Natal
O pronunciamento antecipou pautas que devem ganhar centralidade nas eleições de 2026
Publicado em: 25/12/2025 às 11:49 | Atualizado em: 25/12/2025 às 11:49
Em mensagem de Natal transmitida em cadeia nacional nesta quarta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a autonomia da Polícia Federal, o enfrentamento ao crime organizado e o fim da escala de trabalho 6×1, sem redução salarial.
O pronunciamento, gravado no Palácio do Planalto e com cerca de sete minutos, antecipou pautas que devem ganhar centralidade nas eleições de 2026.
Ao abordar a segurança pública, Lula afirmou que nenhuma influência política ou econômica irá impedir a atuação da Polícia Federal.
Sem citar diretamente a Operação Carbono Oculto, classificou a ação como a maior já realizada contra o crime organizado, destacando o combate à lavagem de dinheiro ligada a facções criminosas.
O presidente também mencionou o avanço do debate no Congresso sobre o PL Antifacção, cujo texto final aprovado no Senado foi considerado um meio-termo entre União e estados.
Na área trabalhista, Lula voltou a defender a redução da jornada de trabalho e o fim da escala de seis dias trabalhados por um de descanso.
Segundo ele, garantir mais tempo livre aos trabalhadores é essencial para reduzir desigualdades.
A proposta é discutida no Congresso por meio de uma PEC e enfrenta resistência de setores da indústria e do comércio, que apontam impacto nos custos e no funcionamento das empresas.
O presidente também destacou a saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, atribuída a políticas como o Bolsa Família, embora tenha reconhecido que a insegurança alimentar severa ainda atinge cerca de 7 milhões de brasileiros.
Lula reafirmou ainda o compromisso do governo com o combate à violência contra as mulheres, sem detalhar novas medidas.
No campo internacional, o petista afirmou que o Brasil voltou a ser respeitado no exterior e citou avanços nas negociações com os Estados Unidos para a retirada de tarifas sobre produtos brasileiros.
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Foto: divulgação
