Brasileiros mudam rota e deixam Paraguai fora do principal circuito de compras

Uruguai e Guiana passam a concentrar fluxo de consumidores em busca de preços e segurança nas fronteiras.

Adríssia Pinheiro, da Redação do BNC Amazonas*

Publicado em: 29/12/2025 às 11:22 | Atualizado em: 29/12/2025 às 11:27

O mapa do turismo de compras dos brasileiros passa por mudanças. Destinos tradicionais perdem espaço para polos que oferecem regras mais claras e comércio estruturado.

O Paraguai deixou de ser o principal destino de compras para parte dos consumidores brasileiros. A mudança ocorre com o avanço de alternativas no Uruguai e na Guiana.

Historicamente associado a preços baixos, Ciudad del Este perde espaço para cidades fronteiriças com regras mais claras e comércio estruturado.

No sul do país, Rivera e Rio Branco, no Uruguai, passaram a concentrar fluxo de compradores brasileiros nos últimos anos.

As cidades operam com free shops em zonas francas destinadas a estrangeiros, com venda formalizada e documentação fiscal.

Esse modelo tem atraído consumidores que priorizam procedência e garantias, sobretudo em eletrônicos, bebidas e perfumes.

Rivera reúne maior número de lojas e variedade de produtos. Rio Branco, menor, mantém competitividade em preços.

No norte do Brasil, o deslocamento segue lógica semelhante. Santa Elena do Uairén, na Venezuela, perdeu relevância comercial.

A crise econômica, o desabastecimento e o fechamento intermitente da fronteira reduziram o fluxo de compradores brasileiros.

Com isso, Lethem, na Guiana, passou a ocupar esse espaço na fronteira com Roraima.

A cidade registra crescimento do comércio voltado a brasileiros, com oferta de eletrônicos, vestuário e itens domésticos.

Os preços mais baixos são favorecidos pela moeda local desvalorizada e pela isenção de impostos sobre parte dos produtos.

O movimento indica uma reorganização do turismo de compras nas fronteiras brasileiras.

*Com informações do Mix Contéudos.

Leia mais

Foto: divulgação