Ex-aluna de medicina da USP condenada pelo 8/1 está foragida há 19 meses

Condenada a 14 anos pelo STF por participação nos atos golpistas, Roberta Soares  rompeu a tornozeleira eletrônica em 2024 e nunca mais se apresentou ao Judiciário

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Publicado em: 29/12/2025 às 16:43 | Atualizado em: 29/12/2025 às 16:50

Condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, a ex-aluna de medicina da USP (Universidade de São Paulo) Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares, de 37 anos, está foragida há 19 meses.

Segundo a Justiça do Ceará, ela rompeu a tornozeleira eletrônica em 25 de maio de 2024, pouco mais de um mês após a condenação pelo STF, e nunca mais se apresentou ao Judiciário.

Em ofício recente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas do Ceará informou que o descumprimento das medidas judiciais persiste e que Roberta consta como “procurada” no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).

A defesa afirmou ter perdido contato com a cliente no início deste ano.

Natural de Fortaleza e formada em engenharia, Roberta ingressou em medicina na USP em 2020.

Após intensificar postagens políticas em 2022, viajou a Brasília para o ato contra o resultado das eleições presidenciais e foi presa dentro do Congresso Nacional durante os ataques de 8/1. Por causa da prisão, trancou o curso.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, Roberta participou ativamente da invasão e da destruição no Congresso e tentou abolir o Estado Democrático de Direito.

Em abril de 2024, a maioria do STF a condenou por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada e deterioração de patrimônio tombado, além de incluí-la na indenização coletiva de R$ 30 milhões.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil