Padilha comenta ataque na Venezuela e alerta para impacto no SUS em Roraima
Ministro da Saúde diz que guerra destrói serviços e amplia pressão sobre o sistema brasileiro, especialmente na fronteira.
Publicado em: 03/01/2026 às 08:10 | Atualizado em: 03/01/2026 às 08:22
Diante dos ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que nenhum conflito se justifica quando termina em bombardeios e alertou para os efeitos diretos da guerra sobre o Brasil.
Segundo Padilha, confrontos armados matam civis, destroem serviços essenciais e interrompem cuidados de saúde, cenário que se agrava quando ocorre em um país vizinho.
De acordo com o ministro, Roraima e o Sistema Único de Saúde (SUS) já absorvem impactos concretos da crise venezuelana, especialmente na fronteira.

Padilha destacou que a pressão aumentou após os Estados Unidos suspenderem financiamentos internacionais que sustentavam parte da Operação Acolhida, voltada ao atendimento de migrantes.
Desde então, afirmou, o Ministério da Saúde ampliou investimentos, equipes e estrutura, tanto em áreas urbanas quanto em regiões indígenas, por meio da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS.

Além disso, o governo federal colocou em alerta a Força Nacional do SUS e as equipes de Saúde Indígena para reduzir, ao máximo, os efeitos do conflito sobre o sistema brasileiro.
“O Brasil seguirá cuidando de quem precisar ser cuidado em solo nacional”, afirmou Padilha, ao defender a paz como único caminho possível para a região.

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Foto: Rafael Nascimento/MS.
