Brasil autoriza número recorde de agrotóxicos em 2025

Ministério da Agricultura aponta maior volume desde o início da série histórica, iniciada em 2000.

agrotóxicos

Publicado em: 04/01/2026 às 19:58 | Atualizado em: 04/01/2026 às 20:01

O Brasil bateu em 2025 o maior recorde de liberação de agrotóxicos desde o início da série histórica, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Ao longo do ano, foram 912 registros aprovados, número 37% maior do que o total autorizado em 2024, que já havia sido o mais alto até então.

O levantamento é realizado desde 2000 e mostra que a escalada nas liberações só foi interrompida em 2023, quando houve queda após sete anos consecutivos de alta.

Do total autorizado em 2025, 162 registros são de defensivos biológicos, considerados de menor risco ambiental. O volume representa crescimento superior a 50% em relação ao ano anterior.

Além disso, 25 novos produtos químicos receberam autorização. A maior parte, no entanto, refere-se a produtos já existentes no mercado.

Segundo o ministério, 589 registros são de produtos formulados, vendidos diretamente aos agricultores. Outros 323 são de produtos técnicos, usados como matéria-prima pela indústria.

Apesar do volume recorde, a pasta afirma que liberação não significa uso imediato. Em 2024, mais da metade dos agrotóxicos químicos registrados não chegou a ser comercializada.

Para obter registro no Brasil, um defensivo precisa da aprovação de três órgãos federais: Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ibama.

A Anvisa avalia riscos à saúde humana, enquanto o Ibama analisa impactos ambientais. O Ministério da Agricultura verifica a eficácia, exigindo desempenho mínimo de 70%.

O prazo médio de análise é de 24 meses, mas defensivos biológicos costumam ser aprovados em cerca de 12 meses, por exigirem menos etapas técnicas.

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