Depois de Bolsonaro, desmatamento na Amazônia cai pelo segundo ano
Em 2025, a área sob alerta de desmatamento no bioma recuou 8,7% em relação a 2024
Publicado em: 09/01/2026 às 21:33 | Atualizado em: 09/01/2026 às 21:36
O desmatamento na Amazônia voltou a cair pelo segundo ano consecutivo após o fim do governo Jair Bolsonaro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta sexta-feira (9).
Em 2025, a área sob alerta de desmatamento no bioma recuou 8,7% em relação a 2024, totalizando 3.817 km², o que confirma a tendência de redução iniciada em 2023, após os picos registrados em 2022, e reforça o impacto das ações de fiscalização e monitoramento ambiental adotadas no período.
Apesar da queda, Amazônia e Cerrado somaram 9.186 km² de áreas sob alerta no ano passado. Os números indicam um recuo contínuo após os picos registrados em 2022, quando o desmatamento superou 12.479 km², e reforçam a tendência de redução iniciada em 2023.
Na Amazônia, o desmatamento segue concentrado em poucos estados. Mato Grosso liderou os alertas em 2025, com 1.497 km², quase metade do total do bioma, seguido por Pará (979 km²) e Amazonas (721 km²). Pará e Amazonas apresentaram queda em relação a 2024, enquanto Mato Grosso registrou aumento.
No Cerrado, os maiores alertas foram registrados no Maranhão (1.190 km²), Tocantins (1.133 km²) e Piauí (1.005 km²), estados que integram a região do Matopiba, marcada pela expansão do agronegócio. Pelo terceiro ano consecutivo, a área desmatada no Cerrado superou a da Amazônia.
Os dados são baseados em alertas de desmatamento, que servem como indicador preliminar para orientar ações de fiscalização. Os números consolidados são apurados posteriormente pelo sistema Prodes, também do Inpe.
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Foto: Ibama/divulgação
