Mais da metade dos amazonenses agora está nas classes médias e altas, diz FGV

Impulsionado pelo aumento da renda do trabalho e programas sociais, Amazonas supera a média nacional de ascensão social e consolida avanço econômico entre 2022 e 2024.

Mais da metade dos amazonenses agora está nas classes médias e altas, diz FGV

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 22/01/2026 às 07:29 | Atualizado em: 22/01/2026 às 07:31

O perfil socioeconômico do Amazonas passou por uma transformação significativa nos últimos dois anos. De acordo com um levantamento recente da Fundação Getulio Vargas (FGV), o estado registrou um salto de 15,21 pontos percentuais na soma das classes A, B e C entre 2022 e 2024.

Com esse avanço, a parcela da população amazonense nessas faixas de renda subiu de 45,42% para 60,63%, consolidando uma maioria de cidadãos nos estratos médio e alto.

Entenda as classes sociais

A classificação utilizada pelo estudo da FGV baseia-se na renda familiar mensal:

  • Classe A: renda acima de 20 salários mínimos.
  • Classe B: renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos.
  • Classe C: renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos.

Cenário nacional e motores do crescimento

O fenômeno observado no Amazonas reflete uma tendência positiva em todo o Brasil. Segundo a FGV, o país viu 17,4 milhões de pessoas deixarem a pobreza para integrar classes de maior rendimento, um aumento nacional de 8,44 pontos percentuais no mesmo período.

Os pesquisadores apontam que essa ascensão social foi impulsionada por uma combinação de fatores econômicos e sociais:

  1. – Renda do trabalho: recuperação do mercado de trabalho e aumento do poder de compra.
  2. – Políticas públicas: fortalecimento de programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
  3. – Acesso estrutural: expansão de programas de educação e maior oferta de crédito para as famílias.

“Portas abertas” para o empreendedorismo

Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados validam a estratégia do governo de utilizar o auxílio financeiro como um “trampolim” para a autonomia econômica.

“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirmou o ministro.

Assim sendo, as eficácia dessas ações no Amazonas, estado que enfrenta desafios logísticos e geográficos únicos, destaca-se como um dos principais indicadores de que a integração entre assistência social e oportunidades de mercado está gerando resultados concretos na região Norte.

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Foto: Estevam Costa/PR