Pix 2.0: entram em vigor regras para devolução de valores em casos de fraude

O novo mecanismo de devolução do pix amplia o rastreio de valores desviados e agiliza o reembolso em até 11 dias.

Publicado em: 02/02/2026 às 20:09 | Atualizado em: 02/02/2026 às 20:13

A partir desta segunda-feira (2/2), as instituições financeiras são obrigadas a adotar as novas normas de segurança do pix. A principal mudança é a implementação da versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução (MED), projetada para aumentar a eficácia na recuperação de dinheiro em situações de fraude ou falhas operacionais.

O que muda na prática?

Anteriormente, a restituição era limitada ao saldo disponível na conta imediata que recebeu o valor. Agora, o sistema ganha novas capacidades:

Rastreio Multicamadas: o pix passa a rastrear o caminho do dinheiro com maior precisão, permitindo que os valores sejam recuperados mesmo se já tiverem sido transferidos para outras contas subsequentes.

Agilidade na Devolução: com o compartilhamento de informações entre os bancos envolvidos, a devolução dos recursos pode ocorrer em até 11 dias após a contestação.

Bloqueio de Contas: a identificação de contas usadas para crimes será compartilhada em toda a rede bancária, dificultando que esses perfis sejam utilizados em novos golpes.

Autoatendimento e praticidade

Desde outubro de 2025, os aplicativos bancários já oferecem uma funcionalidade de autoatendimento para o MED.

Isso permite que o usuário conteste uma transação suspeita diretamente no ambiente Pix, sem depender de interação humana inicial.

Segundo o Banco Central (BC), essa agilidade é crucial para “congelar” o dinheiro antes que o fraudador consiga realizar saques.

O BC espera que as novas medidas não apenas aumentem o volume de valores devolvidos às vítimas, mas também desestimulem a prática de crimes financeiros através do sistema.

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