Brasil e EUA tratam do plano de Trump de se apossar de terras raras
O governo brasileiro confirmou presença no encontro, mas informou que não há decisão de curto prazo sobre a adesão ao bloco
Publicado em: 04/02/2026 às 22:48 | Atualizado em: 05/02/2026 às 00:51
O Brasil participou, na quarta-feira (4), de uma reunião em Washington em que o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, apresentou planos para a criação de uma aliança comercial internacional de minerais críticos.
O governo brasileiro confirmou presença no encontro, mas informou que não há decisão de curto prazo sobre a adesão ao bloco.
Segundo o Itamaraty, o Brasil foi representado pela Embaixada em Washington e segue avaliando a iniciativa. Integrantes do governo afirmaram que o país está aberto a parcerias, desde que garantam valor agregado à economia nacional, e ressaltaram que o tema deve ser tratado de forma bilateral.
O interesse norte-americano ocorre em meio à intensificação da disputa global por minerais estratégicos, após a China restringir a oferta de terras raras, insumos essenciais para a indústria automobilística e tecnológica. Nesse cenário, o Brasil desponta como parceiro potencial por possuir reservas relevantes de terras raras, cobre, níquel e nióbio.
O Ministério de Minas e Energia declarou estar aberto ao diálogo e a iniciativas internacionais alinhadas aos interesses nacionais, destacando a atração de investimentos, o desenvolvimento tecnológico e a inserção do país nas cadeias globais de valor.
De acordo com autoridades dos EUA, 55 países participaram das discussões, incluindo Alemanha, Japão, Índia, Austrália e Coreia do Sul. Na segunda-feira (2), o governo norte-americano lançou o Projeto Vault, pacote estratégico de minerais críticos com financiamento inicial de US$ 10 bilhões, voltado a reduzir a dependência externa no setor.
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Foto: reprodução/YouTube
