Saída de Adail do Republicanos põe reeleição de Silas Câmara sob risco

Todas as costuras que ele fez para renovar o mandato fracassaram até aqui, o que exigirá uma reconfiguração drástica de seus movimentos.

Quem ainda acredita no deputado Silas Câmara?

Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 04/03/2026 às 13:21 | Atualizado em: 04/03/2026 às 13:33

A formação das chapas para deputado federal nas eleições deste ano aumenta as dificuldades do deputado Silas Câmara (Republicanos) em obter a reeleição para o sétimo mandato. Todas as costuras que ele fez para renovar o mandato fracassaram até aqui, o que exigirá uma reconfiguração drástica de seus movimentos.

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Quem ainda acredita no deputado Silas Câmara?

O último revés para seus planos é a troca de partido do deputado federal Adail Filho. O parlamentar deixou o Republicanos e assinou ficha no MDB.

Silas Câmara tinha um plano ousado para a sigla: sua meta era reunir um grupo para que o Republicanos atingisse 800 mil votos. Com essa votação, ele esperava eleger uma bancada de três deputados federais. Dessa forma, Silas comandaria quase 40% da representação do Amazonas na Câmara Baixa.

O projeto contava com um time que agregaria o deputado Amom Mandel (Cidadania) e atrairia nomes como o ex-prefeito Arthur Neto, o coronel Alfredo Menezes, a ex-deputada Conceição Sampaio e até a ex-BBB Isabelle Nogueira.

Nada disso aconteceu. Arthur Neto chegou a se filiar ao Republicanos, mas permaneceu apenas seis meses. Ele deixou a sigla no mês passado, não completando um ciclo político-eleitoral no partido.

O deputado Silas também contava com uma força maior do vereador João Carlos. Para isso, ele planejava se licenciar do cargo para deixar o parlamentar municipal na Câmara dos Deputados por alguns meses, dando visibilidade ao aliado para capitalizar votos. Isso também não ocorreu.

Silas pode ter que trocar de partido

Agora, o “pastor-deputado” está à beira do rio, a ver navios. Se permanecer no Republicanos nessas condições, poderá ter de retornar apenas à sua militância evangélica.

Contudo, esse cenário difícil não é o fim da linha. Ainda lhe restam alternativas até o dia 4 de abril. O caminho, porém, passa pela decisão de trocar de partido, o que implicaria abrir mão da presidência estadual do Republicanos.

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Foto: BNC Amazonas