PF investiga manipulação de dados de Moraes em esquema de vazamento
Operação Dataleaks mira grupo suspeito de acessar, adulterar e vender informações sigilosas.
Publicado em: 05/03/2026 às 09:13 | Atualizado em: 05/03/2026 às 10:33
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Dataleaks, que investiga um grupo suspeito de acessar, alterar e comercializar ilegalmente dados pessoais extraídos de bases governamentais e privadas.
Segundo os investigadores, informações relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes teriam sido manipuladas antes de serem inseridas em uma plataforma que vendia esse tipo de conteúdo.
A operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. As medidas ocorrem nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação começou após a identificação de uma base de dados não oficial abastecida por acessos indevidos a sistemas governamentais, contendo informações pessoais de ministros do STF.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.
No caso, Moraes aparece em uma situação incomum: ele atua como relator do processo no Supremo e também figura como possível vítima da violação de dados.
A apuração também se conecta a outra investigação da PF que analisa acessos indevidos a informações fiscais de autoridades do tribunal. Os investigadores apuram se servidores da Receita Federal do Brasil consultaram dados de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, sem autorização.
Segundo a polícia, essas consultas podem ter alimentado o esquema de vazamento ou comercialização de dados sensíveis.
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Foto: Rosinei Coutinho/STG
