Projetos apoiam recomeço de mulheres refugiadas e migrantes no Norte
Iniciativas em Manaus e Boa Vista oferecem qualificação, empreendedorismo e formação tecnológica para mulheres em situação de deslocamento.
Publicado em: 07/03/2026 às 11:19 | Atualizado em: 07/03/2026 às 11:20
Projetos de qualificação profissional e empreendedorismo têm ajudado mulheres refugiadas e migrantes a reconstruir a vida em Manaus (AM) e Boa Vista (RR). As iniciativas são desenvolvidas pelo Instituto Hermanitos, organização criada em 2019 que atua na integração social de pessoas em situação de deslocamento forçado na região Norte.
Segundo o diretor de Programas e Projetos da entidade, Anderson Mattos, muitas mulheres chegam ao Brasil após processos de migração forçada e precisam reconstruir rede de apoio, renda e perspectivas de futuro.
“Sair de seu país de origem, muitas vezes de maneira forçada, é um processo que exige coragem e capacidade de adaptação. Muitas mulheres chegam ao Brasil precisando reconstruir praticamente tudo: rede de apoio, renda e perspectivas de futuro. Nosso trabalho é justamente criar caminhos para que esse recomeço aconteça com mais segurança, formação e oportunidades reais”, afirma.
Entre as iniciativas realizadas em 2025 está o projeto “Tida Warao”, que capacitou 20 mulheres indígenas do povo Warao, da Venezuela, com formação voltada ao empreendedorismo e valorização de saberes tradicionais.
Outro programa é o “Somos Mais”, direcionado a pessoas com mais de 50 anos. A iniciativa oferece formação em empreendedorismo, autonomia financeira e desenvolvimento pessoal. No fim de 2025, uma das turmas foi formada exclusivamente por mulheres.
Já o projeto “Chicas Digitais” atendeu 18 jovens entre 16 e 20 anos, com atividades voltadas à área de Tecnologia da Informação, incluindo informática, programação e inteligência artificial.



Apoio
Os três projetos contam com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). As iniciativas “Somos Mais” e “Tida Warao” também receberam apoio da Embaixada do Japão.
Outra ação mantida pelo instituto é o “Mujeres Fuertes”, voltado a mães solo e chefes de família em situação de vulnerabilidade. O programa incentiva o empreendedorismo como caminho para geração de renda e autonomia.
A iniciativa recebe recursos de reversão trabalhista do Ministério Público do Trabalho no Amazonas e Roraima (MPT-AM/RR) e conta com apoio do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11), da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Sebrae Amazonas.
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Fotos: divulgação
