Pedido de CPI mira relação de ministros do STF com banqueiro

Requerimento de Alessandro Vieira cita Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e aguarda análise do presidente do Senado

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Publicado em: 09/03/2026 às 22:39 | Atualizado em: 09/03/2026 às 22:55

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou no Senado um pedido de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis relações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

O requerimento foi apresentado na noite de segunda-feira (9) e conta com 35 assinaturas de senadores, oito a mais que o mínimo necessário de 27. Para que a comissão seja instalada, o pedido ainda precisa ser lido e autorizado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Segundo Vieira, o objetivo da CPI não é revisar decisões judiciais, mas apurar possíveis vínculos pessoais, financeiros ou institucionais entre os ministros e investigados ligados ao banco, que possam comprometer a imparcialidade no exercício da função pública.

Entre os apoiadores do pedido estão senadores de partidos como PL e PP, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Parlamentares do PT e do MDB, partido do próprio Vieira, não assinaram o requerimento.

A proposta menciona dois pontos principais de investigação. No caso de Dias Toffoli, o foco é a empresa Maridt, da qual o ministro declarou ser sócio e que recebeu recursos de um fundo ligado a familiares de Vorcaro em um empreendimento turístico.

Após a divulgação das relações, Toffoli deixou a relatoria de um inquérito sobre o Banco Master no STF, que passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça.

Já em relação a Alexandre de Moraes, reportagens apontaram um contrato entre o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master entre 2024 e 2025. Também foram divulgadas mensagens atribuídas ao banqueiro enviadas ao ministro antes de sua prisão, informação contestada por Moraes.

No requerimento, Vieira afirma que o caso envolve não apenas questões financeiras, mas também a credibilidade institucional do Supremo Tribunal Federal, defendendo que o Senado tem o dever de investigar eventuais irregularidades.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil