Deputada bolsonarista é alvo de cassação após acusação de racismo na ALE-SP
Parlamentares do PSOL acionam Conselho de Ética por racismo e transfobia em caso que envolve prática de blackface em sessão
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 19/03/2026 às 17:32 | Atualizado em: 19/03/2026 às 17:32
A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) é alvo de pedidos de cassação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) após realizar blackface e fazer falas consideradas racistas e transfóbicas durante sessão no plenário, na quarta-feira (18 de março).
Durante o discurso, a deputada pintou o corpo com base escura e questionou:
“Eu tive os privilégios de uma pessoa branca durante toda a minha vida. Agora, aos 32 anos, decido me maquiar, me travestir como uma pessoa negra. E agora, virei negra?”.
A deputada Monica Seixas (PSOL) interrompeu a fala com uma questão de ordem e acusou a colega de racismo e discurso de ódio.
A bancada do PSOL acionou o Conselho de Ética e apresentou representações contra a parlamentar. Outras parlamentares do PSOL também acionaram o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Além da representação no Conselho de Ética, foi registrado boletim de ocorrência por discriminação racial na Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
Defesa
Em nota, Fabiana Bolsonaro negou ter praticado blackface e classificou as acusações como uma “mentira deliberada”.
“Assim como eu não me torno negra só porque pintei a pele, ninguém que não nasceu mulher deve ser chamada a representar com legitimidade as dores biológicas, psicológicas e históricas que só as mulheres biológicas sentem”, declarou.
O caso foi encaminhado à presidência da Alesp para as providências regimentais.
Foto: Alesp
