Portos e aeroportos terão novas medidas contra exploração sexual infantil

Com atenção redobrada a áreas críticas e de fronteira, com destaque para a Amazônia Legal.

Portos e aeroportos terão novas medidas contra exploração sexual infantil

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 20/03/2026 às 08:59 | Atualizado em: 20/03/2026 às 09:01

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) deu um passo decisivo na proteção da infância nesta quinta-feira (19). Em cerimônia oficial, a pasta assinou um memorando de entendimento com o Instituto WCF-Brasil (Childhood Brasil) para enfrentar a violência e a exploração sexual de crianças e adolescentes em setores estratégicos da logística nacional: portos, aeroportos e hidrovias.

A iniciativa é inspirada no bem-sucedido programa “Na Mão Certa”, que há quase duas décadas mobiliza o setor rodoviário contra a exploração sexual de menores. Agora, o objetivo é estender essa rede de proteção para os modais aeroviário e aquaviário, integrando a vigilância social ao fluxo de transporte do país.

Compromisso

O acordo não se limita a ações pontuais, mas prevê uma mudança estrutural nas políticas públicas do Ministério. Entre os principais pontos do memorando estão:

  • – Capacitação profissional: treinamento de trabalhadores do setor para identificar e agir preventivamente contra violações de direitos humanos.
  • – Protocolos de atendimento: criação de fluxos específicos para o acolhimento de vítimas identificadas em terminais e áreas hidroviárias.
  • – Selo de sustentabilidade: a inclusão de critérios de proteção infantil na concessão do selo do Ministério, incentivando empresas a adotarem práticas socialmente responsáveis.
  • – Foco regional: atenção redobrada a áreas críticas e de fronteira, com destaque para a Amazônia Legal.

Infraestrutura com rosto humano

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a modernização do setor logístico brasileiro é indissociável da responsabilidade social. Durante a assinatura, o ministro enfatizou que a eficiência econômica não pode ignorar as vulnerabilidades sociais.

“Não se trata apenas de transportar cargas e passageiros, mas de assumir um compromisso moral inegociável na luta contra a violência infantil”, afirmou Costa Filho.

Com a assinatura do documento, o MPor e a Childhood Brasil passam agora à fase de implementação dos grupos de trabalho que definirão as metas e cronogramas para a criação dos primeiros corredores socialmente responsáveis em solo brasileiro.

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Foto: José Cruz/Agência Brasil