Irã nega diálogo com Trump e ameaça minerar o Golfo em resposta a tensões

Teerã classifica falas de Washington sobre negociações como estratégia para manipular preços de energia e promete retaliação naval em caso de ataque.

Irã nega diálogo com Trump e ameaça minerar o Golfo em resposta a tensões

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 23/03/2026 às 10:14 | Atualizado em: 23/03/2026 às 10:14

O governo iraniano desmentiu categoricamente, nesta segunda-feira (23), as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a existência de conversas bilaterais para encerrar o conflito na região.

A negativa surge em um momento de extrema fragilidade diplomática, mesmo após o anúncio de uma trégua de cinco dias por parte de Washington. A informação foi divulgada pelo site O Tempo.

De acordo com a agência de notícias estatal Mehr, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores do Irã, não há qualquer canal de diálogo aberto entre as duas nações. A diplomacia iraniana interpreta os movimentos de Trump não como uma busca genuína pela paz, mas como um artifício econômico.

“As declarações de Trump fazem parte de uma tentativa de reduzir os preços da energia no mercado internacional”, afirmou a agência em comunicado ecoado por outros veículos de imprensa do país.

Para além da guerra de informações, o tom militar subiu de nível. O Conselho de Defesa do Irã emitiu um comunicado contundente nesta manhã, prometendo transformar as águas do Golfo em um campo de minas caso o território iraniano seja alvo de ofensivas.

O aviso foi direcionado especificamente aos Estados Unidos e a Israel:

  • Ameaça direta: instalação de minas navais em rotas estratégicas.
  • Tecnologia: uso de minas à deriva lançadas a partir da costa.
  • Gatilho: qualquer tentativa de ataque às costas ou ilhas iranianas.

A estratégia de minagem em rotas comerciais e militares é vista por analistas como uma “opção nuclear” para a economia global, dada a importância do Golfo para o escoamento de petróleo mundial.

Enquanto os EUA tentam sinalizar uma desescalada com a trégua de cinco dias, o Irã responde reafirmando sua soberania com o que chama de medidas defensivas extremas.

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Foto: Isac Nóbrega/PR