Fieam mostra à CNI as ações do Condefesa Amazônia em São Gabriel da Cachoeira

A Federação apresentou os resultados da comitiva de integração e assistência realizada na região da tríplice fronteira amazônica.

Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 23/03/2026 às 18:56 | Atualizado em: 23/03/2026 às 18:57

Entre os dias 6 e 8 de fevereiro de 2026, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam/Cieam) e o Conselho de Defesa, Estratégia e Segurança da Amazônia (Condefesa Amazônia) realizaram uma comitiva de alto nível à comunidade indígena de Maturacá, em São Gabriel da Cachoeira.

A ação, que incluiu a entrega de 30 toneladas de donativos, marcou um passo decisivo na integração entre o Polo Industrial de Manaus (PIM), as Forças Armadas e as populações na região de fronteira.

O presidente da Fieam, Antônio Silva, apresentou essa ação institucional na 27ª Reunião Ordinária do Conselho Temático da Indústria de Defesa e Segurança (Condefesa), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, em Brasília.

Silva destacou que a missão reflete uma aproximação cada vez maior com as guarnições militares sediadas na Amazônia. Segundo o presidente da Fieam, a logística para alcançar áreas remotas como o Pelotão Especial de Fronteira (PEF) em Maturacá, a 60 km do Pico da Neblina, contou com o apoio essencial do Governo do Estado para o deslocamento aéreo.

“O envolvimento da indústria do Amazonas, com o apoio das forças armadas, nas ações do Condefesa, é para que nós possamos dar de alguma forma brasilidade, dar uma melhor condição àqueles que efetivamente tomam conta do território brasileiro, principalmente na tríplice fronteira, onde está a maior incidência do narcotráfico”, declarou Antônio Silva.

Impacto social e econômico

Ao destacar o impacto social e econômicos das ações, o presidente do Conselho Superior do CIEAM e vice-presidente do Condefesa Amazônia, Luiz Augusto Rocha, ressaltou o engajamento das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Rocha informou que a região já conta com 12 empresas estratégicas de defesa e que a missão resultou na entrega de mais de 30 toneladas de donativos.

“Foi um momento mágico, pessoalmente para mim, porque demonstrou o quanto as indústrias puderam contribuir com aquela comunidade, com a redução das desigualdades e com tudo o que nós fomos solicitados a fazer lá”, afirmou o executivo.

Além dos muros das fábricas

Para o secretário executivo do Condefesa Amazônia, general Omar Zendin, a atuação industrial não pode ficar restrita aos muros das fábricas em Manaus. A filosofia defendida durante a missão em São Gabriel da Cachoeira, onde cerca de 90% da população é indígena, é de que a indústria deve enxergar o território, escutar, dialogar e compreender.

Zendin disse que a missão em São Gabriel da Cachoeira não apenas entregou mantimentos, mas reafirmou que a defesa da soberania nacional é um compromisso compartilhado entre militares, indústria e comunidade.

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“A logística da viagem demonstrou a magnitude do desafio: são três horas de voo de Manaus até São Gabriel, seguidas de mais 35 minutos até Maturacá. No entanto, para o Condefesa Amazônia, esse esforço é necessário para transformar o mapa, onde a linha da fronteira se torna, efetivamente, presença estratégica do Estado brasileiro”, declarou o secretário executivo do Condefesa Amazônia.

Fotos: Divulgação