Caso Master: ministro nega ajuda federal para BRB de Ibaneis

Duringan aponta que o problema é da responsabilidade do Governo do DF.

Publicado em: 13/04/2026 às 09:15 | Atualizado em: 13/04/2026 às 09:17

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou ajuda federal ao Banco de Brasília (BRB) em meio à crise provocada pela exposição ao Banco Master.

Segundo ele, a responsabilidade pela situação é do governo do Distrito Federal, principal acionista da instituição.

“A orientação é que não deve haver ajuda federal”, afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo.

Durigan explicou que bancos públicos e privados podem avaliar a compra de ativos, mas sem intervenção direta da União.

O BRB negocia a venda de ativos herdados do Banco Master, estimados em R$ 15 bilhões, e busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e outras instituições.

A crise está ligada ao rombo deixado pela gestão do banqueiro Daniel Vorcaro.

Críticas ao Banco Central

A declaração ocorre após pressão interna no governo e no PT sobre o presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo.

Durigan evitou criticar diretamente a autoridade monetária.

“Eu não vou comentar o papel do BC porque tem a sua competência”, disse.

Ainda assim, afirmou que a equipe econômica trabalha em medidas para reforçar o ajuste fiscal, como reforma tributária, revisão de benefícios e corte de incentivos.

Caso Master amplia tensão

A tensão aumentou após depoimento de Galípolo à CPI do Crime Organizado.

Na ocasião, ele disse não haver indícios de responsabilidade de Roberto Campos Neto no caso Master.

A fala contrariou a estratégia do governo de associar o episódio à gestão anterior.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a classificar o banco como “ovo da serpente” do governo passado.

Durigan reforçou que o governo busca manter responsabilidade fiscal e evitar medidas que comprometam gestões futuras.

Ele citou que não haverá adiamento de temas como precatórios ou mudanças que transfiram custos para o próximo governo.

Também afirmou que ainda não tratou com Lula sobre as vagas abertas na diretoria do Banco Central.

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Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda