Lula homenageia vítimas da covid-19 em Manaus
Iniciativa do governo marca a instituição do Dia Nacional em Memória das Vítimas da covid-19 e homenageia profissionais de saúde.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 12/05/2026 às 12:57 | Atualizado em: 12/05/2026 às 13:10
Os nomes das vítimas da covid-19 (coronavírus) e mensagens em homenagem às mais de 700 mil vidas perdidas na pandemia foram projetados no centro cultural Casarão de Ideias, em Manaus, neste dia 11 de maio.
A ação do Ministério da Saúde marca a sanção do Dia Nacional em Memória das Vítimas da covid-19, oficializado nesta segunda-feira pelo presidente Lula da Silva, com participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.



A homenagem também ocorreu em outras cinco capitais brasileiras.
Além de Manaus, as projeções ocorrem no Cristo Redentor e no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro (RJ); no Congresso Nacional, em Brasília (DF); na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação, em São Paulo (SP); no complexo cultural Estação das Artes, em Fortaleza (CE); e no Centro de Oncologia do Hospital Conceição, em Porto Alegre (RS).
Em todos os locais, as imagens reforçam a importância da memória coletiva diante dos impactos da pandemia no país e destacam o papel do Sistema Único de Saúde (SUS), dos profissionais de saúde da linha de frente, da vacinação e das políticas públicas no enfrentamento da maior emergência sanitária recente do país.
Em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde inaugurou o Memorial da Pandemia, no Rio. O espaço reúne diferentes homenagens às vítimas, como uma instalação digital com os nomes das pessoas que morreram por covid-19, um monumento, uma escultura de Darlan Rosa, criador do personagem Zé Gotinha, e um parquinho temático voltado ao público infantil, com foco na promoção da vacinação.
O Ministério da Saúde também reconheceu o papel fundamental do “Consórcio de Veículos de Imprensa”, iniciativa colaborativa criada durante a pandemia que reuniu os principais veículos de comunicação brasileiros.
A parceria foi crucial para garantir transparência na divulgação de casos e mortes diante da tentativa de restringir o acesso a dados sobre a pandemia.
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Cada nome, uma vida
Durante a sanção do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, em Brasília, nesta segunda-feira (11), o Palácio do Planalto recebeu o projeto “Cada nome, uma vida”, uma instalação pública dedicada à memória das vítimas da pandemia.
Concebida originalmente para o Centro Cultural do Ministério da Saúde, a obra transforma dados oficiais em presença material, permanente e acessível.
Mais do que um marco comemorativo, a iniciativa representa um gesto de reparação simbólica e de valorização da ciência, do SUS e dos trabalhadores da saúde que atuaram na linha de frente do enfrentamento à pandemia.
Esta é uma réplica da obra original, criada para circular pelo país como parte de uma exposição itinerante.
Ao percorrer diferentes cidades, a instalação amplia o acesso à memória coletiva e convida o público à reflexão sobre os impactos da pandemia no Brasil.
A obra transforma dados públicos em presença, atualizando continuamente as informações a partir do banco oficial do Ministério da Saúde.
Uma memória viva que permanece e se reescreve. Um espaço para reconhecer, refletir e lembrar.
Defesa da ciência e da vida
Em três anos, a atual gestão do Ministério da Saúde reverteu a queda nas coberturas vacinais, ampliou o acesso à imunização e intensificou o combate à desinformação, com impacto direto na recuperação da confiança nas vacinas no país.
Em 2025, o Brasil registrou aumento no número de crianças vacinadas, interrompendo a sequência de quedas observada até 2022 e alcançando o melhor resultado dos últimos nove anos.
Sobre o coronavírus
A covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo Sars-CoV-2. A pandemia no Brasil teve estado de emergência sanitária nacional em vigência entre fevereiro de 2020 e maio de 2022.
Atualmente, a vacina integra o calendário nacional de imunização para crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos.
Para maiores de cinco anos, a imunização é indicada apenas para quem ainda não recebeu nenhuma dose.
Pessoas com condições clínicas especiais devem receber doses anuais, com intervalo de seis meses para imunocomprometidos.
Fotos: divulgação e reprodução
